João Souza, Inspetor de Alunos e Afins
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João Souza

São Paulo (SP)
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João Souza, Inspetor de Alunos e Afins
João Souza
Comentário · há 10 anos
Nada diferente do que já é habitualmente praticado!

Aumentar o tempo do contrato temporário é ruim? Pergunta pra quem tá nesta situação se ñ gostaria de uns meses a mais...

Poder dividir as férias em três períodos é ruim? Quantos já não tentaram isto pra poderem acompanhar mais os filhos nos períodos de férias escolares, quantos não fazem isso na informalidade pra burlar a CLT?

Dar mais força pras Convenções Coletivas é ruim? Mas já não é assim? Por lei, já não prevalece o que mais beneficia o trabalhador? Se a convenção de certa categoria prevê hora-extra paga com adicional de 70%, sendo que na
CLT se prevê 50%, qual valerá em juízo?

A proposta de Reforma não extingue, nem flexibiliza, garantias fundamentais como FGTS, abono de férias, 13º salário...Que são questões muito mais queridas.

O que merece atenção é a terceirização da atividade fim...Isto sim é um retrocesso para o trabalhador. Se não acredita, é só perguntar pra um funcionário terceirizado se ele não gostaria de ser orgânico (funcionário contratado diretamente pela empresa). Empresas de serviços terceirizados são verdadeiros "gatos" (aliciadores de mão-de-obra) legalizados. Exploram os funcionários com salários abaixo da média de mercado, com benefícios irrisórios, campeões em processos trabalhistas, muitas vezes sem depositar o FGTS e recolher INSS de seus colaboradores, com manobras de falência para ludibriar qualquer chance de sanção trabalhista. Isto sim tem que ser pauta de indignação.

Em resumo, parece que temos uma aversão natural a mudanças, principalmente, quando vêm tituladas como "reforma". O reflexo imediato é se contrapor.

Engraçado, quando chega o mês de março e temos que pagar aquele valor correspondente a 1 dia de serviço para o sindicato, todo mundo se transtorna. A reforma acaba com a obrigatoriedade deste pagamento e ainda tem gente achando ruim. É difícil...

São apenas alguns exemplos dentro de um universo muito maior. Mas sou assalariado, sei o que me incomoda. Não vejo só mudanças prejudiciais.

Vamos com calma.
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Profa Bia36
Profa Bia36
Comentário · há 2 anos
Sou professora. Sei que há excessões, mas na maioria das vezes o aluno é mal educado, brigão, arruma confusão com todo mundo e atrapalha, tanto os funcionários da escola como os colegas de turma. Sinceramente, deveria haver uma consulta a pessoas da área para obter tal sentença. Observar os direitos de alecrins dourados, dos pequenos reizinhos que não têm o mínimo de educação em casa e vão ao colégio para apenas infernizar a vida dos outros. É complicado! Muita gente que defende os alecrins, não suporta ficar o dia inteiro com eles. Agora, imagina 30, 40 ou 50 iguais dentro de uma sala de aula?! Para que a escola tomasse esse procedimento, o aluno não é um santo. Muito provavelmente, os profissionais chegaram ao limite com esse aluno. Essas medidas jurídicas acabam passando a mão na cabeça deles, não impondo os limites necessários para que os reizinhos aprendam a conviver em sociedade. Infelizmente, muitas pessoas vêem a situação sob o prisma da criança sem acesso à escola, passa pano para comportamentos agressivos, tasca laudos desnecessários em adolescentes ou crianças visivelmente mal educadas e sem nenhum responsável que de fato seja responsável pela sua criação. As laudadas de fato, que mais exigem de nós, são as mais tranquilas de se trabalhar, pois não causam problema. Agora, os reizinhos, que todos ficam com pena e passam a mão na cabeça, não querem estudar, se recusam a fazer os trabalhos, brigam, se matam dentro da sala de aula. Que pessoa consegue lidar cotidianamente com isso? Não há saúde que aguente. Nem salários dignos e penduricalhos temos para suportar tanta insalubridade. Depois, um familiar vem nos dizer que a culpa é dos professores por não terem pulso firme. Professor não é babá de criança ou de adolescente mal educado. Professor é um profissional pago para ministrar uma disciplina qualquer de sua especialidade, não é para ensinar boas maneiras aos filhos dos outros. Medidas como essa faz o aluno crescer negativamente dentro da escola, pensando que ele pode tudo, que tudo o que ele fizer, nada será recriminado. Ele tem direito de estudar, mas também tem o dever de respeitar o local e as pessoas que trabalham nele. Isso sequer passa na cabeça de muita gente, inclusive dos familiares desses alunos problemáticos. Basta perguntar a professores e psicólogos, que serão unânimes em relação aos limites que, infelizmente, não são dados em casa. E se isso não é ensinado pelos responsáveis, fica difícil trabalhar, fica difícil tentar passar qualquer conteúdo ou chamar a atenção de um reizinho desses. Ele não ouve. Ele não identifica que está sendo chamado a atenção. Ele não reconhece um não. Ele debocha. Ele faz o que quer. Amanhã, esse mesmo juiz estará julgando esse alecrim por algum tipo de crime.
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Antonio Marcos de Souza dos Santos, Estudante
Antonio Marcos de Souza dos Santos
Comentário · há 10 anos
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