A proposta de Reforma não extingue, nem flexibiliza, garantias fundamentais como FGTS, abono de férias, 13º salário...Que são questões muito mais queridas.
O que merece atenção é a terceirização da atividade fim...Isto sim é um retrocesso para o trabalhador. Se não acredita, é só perguntar pra um funcionário terceirizado se ele não gostaria de ser orgânico (funcionário contratado diretamente pela empresa). Empresas de serviços terceirizados são verdadeiros "gatos" (aliciadores de mão-de-obra) legalizados. Exploram os funcionários com salários abaixo da média de mercado, com benefícios irrisórios, campeões em processos trabalhistas, muitas vezes sem depositar o FGTS e recolher INSS de seus colaboradores, com manobras de falência para ludibriar qualquer chance de sanção trabalhista. Isto sim tem que ser pauta de indignação.
Em resumo, parece que temos uma aversão natural a mudanças, principalmente, quando vêm tituladas como "reforma". O reflexo imediato é se contrapor.
Engraçado, quando chega o mês de março e temos que pagar aquele valor correspondente a 1 dia de serviço para o sindicato, todo mundo se transtorna. A reforma acaba com a obrigatoriedade deste pagamento e ainda tem gente achando ruim. É difícil...
São apenas alguns exemplos dentro de um universo muito maior. Mas sou assalariado, sei o que me incomoda. Não vejo só mudanças prejudiciais.